A CPI será presidida pelo vereador Sansão Pereira (Republicanos), autor do requerimento de criação da comissão. A composição inclui ainda os vereadores Senival Moura (PT), na vice-presidência, e Marcelo Messias (MDB), como relator.
Completam o colegiado os vereadores Isac Félix (PL), Silvinho Leite (União Brasil), Professor Toninho Vespoli (PSOL), Kenji Ito (Podemos), Janaína Paschoal (PP) e Thammy Miranda (PSD) — totalizando nove parlamentares de seis partidos diferentes.
O objetivo da CPI é investigar a situação dos grandes devedores de tributos do município, em especial os relativos ao IPTU, ao ISS e aos demais créditos tributários inscritos ou não em Dívida Ativa.
Contexto
Em março de 2026, a Prefeitura de São Paulo divulgou a lista dos 50 maiores devedores de impostos do município, após requerimento apresentado pelo vereador João Jorge (MDB), primeiro vice-presidente da Câmara.
A relação oficial revelou que essas 50 empresas concentram R$ 56,65 bilhões em débitos — o equivalente a mais de duas vezes o orçamento anual da Secretaria de Saúde do município, ou 46% do orçamento total de SP para 2026.
O maior devedor individual é o Banco Itaucard S.A., com R$ 9,44 bilhões em débitos. Considerando os grupos econômicos, o Grupo Itaú soma R$ 19,9 bi (seis entidades) e o Grupo Bradesco, R$ 1,4 bi (três entidades).
Próximos passos
Com a instalação formal da comissão, os trabalhos investigativos começam imediatamente. A CPI tem mandato inicial de 120 dias para realizar convocações, requisitar documentos, ouvir depoimentos e apresentar relatório final com recomendações ao Executivo Municipal.
"A CPI vai investigar quem deve, quanto deve, por que não paga e quais medidas podem ser tomadas para proteger o dinheiro da população. Bilhões de reais que deveriam estar nos cofres da cidade não podem desaparecer em planilhas esquecidas." — Vereador Sansão Pereira, presidente da CPI
A íntegra da sessão de instalação está disponível no canal oficial da Câmara Municipal de São Paulo no YouTube.